Arte é história de rotina da não funcionalidade, da submersão de uma longa jornada de atitude e revelação, indecisão e determinismo. Novas modalidades da experiência e da enunciação são presentemente fomentadas como práticas sociais; nesta medida, o ato criativo está indissoluvelmente associado à ordem do distintivo, ao nominal, designadamente por meio de hábitos e procedimentos por via dos quais uma geração inscreve singularidade, mantendo, contudo, uma relação dominada pela produção de um discurso que se regista de acordo com o curso de uma operação de natureza coletiva.
A série Intermitência, Sintaxe e Cintilância (2019) especialmente concebida para esta ocasião, reúne um conjunto de seis propostas que derivam de um arquivo no qual se encontram depositados centenas de documentos que conjugam informação relativa a uma prática que entre outros princípios, considera uma linguagem iniciada ainda antes do final do séc. XIX, nomeadamente por van Gogh, que numa das cartas escritas ao irmão descreve um invulgar cenário, uma paisagem repleta de estranhos objetos, formas e cores, resultado de uma caminhada ao longo de uma lixeira local.
Não há um termo exato para definir ou determinar aquilo que esta série de imagens poderá desencadear, ou melhor, existem vários termos que não reúnem consenso, o que num sentido poderá ser positivo. Significa isto que, embora a natureza daquilo que aqui se vislumbra dependa invariavelmente de toda uma livre associação, incrementada ao longo de pelo menos dois séculos, aquilo que se corporiza na mente do observador é intimamente subjetivo.
A palavra “poesia”, que pode e deve continuar a ser lembrada como princípio da transformação de uma linguagem noutra, como transubstanciação, era originalmente uma palavra grega que significava literalmente “criar”, e que não era exclusividade da linguagem escrita ou falada.
A razão desta lógica parece justificar-se de acordo com o facto da nossa linguagem e dos nossos pensamentos, relativamente a coisas naturais, considerando por exemplo uma planta, terem à sua volta uma espécie de balão de informação repleto de associações. A “coisa” tem as suas qualidades físicas e o respetivo “balão” gera todo um contexto metafísico, produto de uma estética, história ou mitologia. Temos vivido na presença de um mundo natural com o qual temos tido oportunidade de desenvolver relações próprias. A velocidade com que temos vindo a equacionar novas imagens é de uma intensidade indescritível. Não temos tido naturalmente o tempo necessário para nos envolvermos mais intimamente com todo este material. Tentar devolver a estas coisas maior significado é definitivamente um dos grandes desafios da arte atual.
É portanto claramente evidente que a arte do final do séc. XIX traduzia já a consciência da existência de um mundo também ele artificial. Foi nesta medida que a produção industrial começou a ter um impacto estético. De forma mais genérica, poderemos olhar para todo este processo como o princípio de uma tendência para enumerar uma série de possibilidades segundo um processo nominativo, seletivo. Hoje, séculos depois da formalização do princípio da nominação, e do início da modernidade, por volta de 1800 – com a consequente autonomia da obra de arte -, podemos usar de tudo na conceção de imagens e objetos. Qualquer material pode ser incluído como portador de informação relevante, e não apenas no que toca a materiais, considerando igualmente técnicas e possibilidades formais. O problema é que, mesmo num mundo finito, o leque de possibilidades é de tal forma abrangente que, aparentemente, parece ser irrelevante o desenvolvimento de novos meios na produção de arte. Parece já não constituir a principal motivação. Será isto matéria de um passado demasiadamente premente, envolto em tradição, inviabilizando um futuro totalmente promissor?
Via Imaterial é a designação dada ao espaço que marca a passagem de recursos físicos para o meio virtual, tornando-os imateriais e, por esta via, visíveis aos olhos de um observador — na sua casa, num café ou escritório, independentemente da sua localização —, diante de um dispositivo, o mesmo com que reserva uma mesa num restaurante ou, uma entrada para uma peça de teatro. Poderá dizer-se que estas são imagens da literal tradução de um fluxo de informação que se torna na generalidade acessível, pelo menos potencialmente, por um período indefinido de tempo, a todos aqueles que de uma forma ou outra passaram a habitar e a tirar partido de um espaço oficialmente inaugurado em 1989. Estamos na presença de repositórios virtuais, de uma gama de coisas interpretativas, de um carácter especulativo, perante um mundo físico, afirmativo, repleto de objetos e, de uma vasta esfera de associações daí proveniente, reflexo de uma atividade não visível nem quantificável. Além do espaço de representação — segundo condição — ocupamos, por optação, o tempo da ficção. É esta a atualidade.
Contactos:
página internet: https://viaimaterial.blogspot.com
email: viaimaterial@gmail.com
Exposição “Intermitência, Sintaxe e Cintilância” – foto 05
Exposição “Intermitência, Sintaxe e Cintilância” – foto 01
Exposição “Intermitência, Sintaxe e Cintilância” – foto 06
Exposição “Intermitência, Sintaxe e Cintilância” – foto 04
Exposição “Intermitência, Sintaxe e Cintilância” – foto 02
Exposição “Intermitência, Sintaxe e Cintilância” – foto 03
1 - Projeto de compostagem nas escolas;
2 - Os 11 mitos sobre a reciclagem: 5. "Já pago taxa de resíduos sólidos urbanos, ainda tenho o trabalho de os reciclar?";
3 - Ainda tem dúvidas na separação de resíduos?;
4 - Controlo da qualidade da água;
5 - Dica;
6 - Portimão 2019 - Cidade europeia do desporto;
7 - Portimão recicla;
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Timo Dillner nasceu em 1966 em Wismar, na Alemanha.
Entre 1985 e 1989 frequentou o curso universitário de Pedagogia, Arte e Filosofia Germânica na cidade de Greifswald.
Entre 1989 e 1998 foi assistente no Museu de Arte Contemporânea em Cottbus.
Desde 1998 que é escritor e artista em Lagos e em 2000 deu início ao conceito "Pinturas e Poemas".
O conceito da exposição "Novos Deuses Ateiam Fogos" prende-se com o ideal de que se usamos energia renováveis provenientes da água, do vento e do sol somos automaticamente pessoas boas, conscientes e amigas do ambiente? Será que este rótulo não pode esconder um nosso lado negro, em que ao usarmos este tipo de eletricidade libertamo-nos da necessidade de poupar energia ou até de cuidar do meio ambiente? Será que ao sermos ambientalmente corretos numa coisa permite-nos abusar noutras, como no consumo dos plásticos, na escolha de produtos com excesso de embalagens, na compra de inutilidades ou de coisas que, quando se avariam, não se reparam mas se jogam fora?
As grandes indústrias estão orientadas para o consumo, mais consumo, e ainda mais consumo - mas também nos deram as energias alternativas, para ficarmos de bem com as nossas consciências...
A educação para um consumo responsável deve começar logo na primeira infância. Mas quem pode ensinar as crianças se os pais não forem ensinados? os professores? a internet? as redes sociais?
Não será chegada a altura de não deixar que os pais e os professores sejam substituídos por um smartphone?
Exposições anteriores:
2009 - Exposição individual "Não farás para ti imagem - Du sollst dir kein Bild machen" de pinturas e poemas no Centro Cultural de Lagos;
2012 - Exposição individual de obras gráficas na Galeria Municipal de Vila Franca de Xira/Lisboa;
2013 - Exposição individual "O Contineralismo poético - Portos Novos" de pinturas, poemas e desenhos na Galeria Municipal "Das Baumhaus" em Wismar;
2015 - Exposição individual "O Contineralismo poético - Mundos Novos" de pinturas, poemas, obras gráficas, esculturas e vídeo no Museu de Portimão;
2016 - Exposição individual "O Contineralismo poético - Achados" de pinturas, poemas e esculturas no Museu Municipal Dr. José Formosinho de Lagos;
2017 - Exposição individual "O Contineralismo poético - Horizontes Novos" de pinturas, poemas e esculturas no Centro Cultural de Lagos.
Contactos:
e-mail: timodillner@sapo.pt
Telemóvel: 919 164 493
Telefone: 282 687 053
Internet: www.timodillner.com
1 - Informação simplificada sobre a gestão dos serviços;
2 - Os 11 mitos sobre a reciclagem: 4. "Posso colocar escovas de dentes no ecoponto amarelo?";
3 - Pequenas mudanças, grandes poupanças - A água não é inesgotável;
4 - Desinfestação de ratos e baratas;
5 - Controlo da qualidade da água;
6 - Exposição;
7 - Portimão 2019 - Cidade europeia do desporto;
8 - Portimão recicla;
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João Oliveira nasceu em Lisboa a 8 de julho de 1988, vive no Litoral Alentejano.
Com formação em Artes Plásticas/Pintura, iniciou a sua atividade na área da escultura no final de 2015, e tem participado em feiras de artesanato, exposto em galerias, em espaços públicos e eventos culturais a convite de diversas entidades.
As suas esculturas são executadas em redes de arame galvanizadas, essencialmente representativas de animais e normalmente em tamanho real.
"As redes que nos aprisionam podem ser libertadoras, se tivermos a arte de encontrar um rumo de persistência e de resistência perante as adversidades. O João explorou uma nova técnica e conseguiu dar uma outra vida à “rede de galinheiro” e libertou-a assim do seu destino. Uma nova linguagem para um material que se resignava a limitar a passagem, o João não aceitou, e utilizou a rede como matéria prima, moldou-a de tal forma com as suas mãos que a transformou em animais sem correntes, verdadeiras obras de arte que lhe deixam de pertencer após acabadas. Com esta técnica inovadora e criativa o João em 2017 foi vencedor do Prémio Nacional Empreendedorismo Novos Talentos do IEFP, e em 2018 vencedor do Prémio FIA (Feira Internacional de Artesanato de Lisboa) com a distinção de melhor peça de artesanato contemporâneo. - Texto: Amélia Fançony"
Exposições:
- Galeria Beltrão Coelho - Lisboa;
- Excel London;
- Feira Internacional de Lisboa, FIA 2017 e 2018;
- Galeria dos Sentidos - Odemira;
- MALA/2017 - Lagos;
- Casa MTG - Portimão;
- FACECO - Odemira (desde 2015);
- Festival das Cores - Santo André/Sines;
- Rehabbed Market - Lisboa;
- Real Marina Hotel - Olhão;
- Núcleo de Artes Visuais – Aljustrel;
- Algarve Nature Week - Quarteira;
- Resort Zmar - Odemira;
- Feira Nacional de Artesanato - Vila do Conde;
- Antigo Paços do Concelho - Lagos;
- Forte do Beliche - Sagres (desde 2016-2018);
- Museu de Arte Sacra - Covilhã;
- Grupo Comunitário da Apelação - Loures;
- Associação de Desenvolvimento e Iniciativas Locais - Pombal.
Contactos:
Internet: http://maranteoliveira.wixsite.com/escultura-em-arame
e-mail: maranteoliveira@gmail.com
Telemóvel: 960 201 063
Facebook e Instagram: @artejoaooliveira
1 - Programa de desfibrilhação automática externa;
2 - Obrigada EMARP;
3 - Portimão solidário - diploma de reconhecimento público;
4 - Os 11 mitos sobre a reciclagem: 2. "E, a gordura, não prejudica o processo?";
5 - Exposição;
5 - Portimão recicla;
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Nesta campanha de desinfestação, realizada em outubro/novembro de 2018, no que concerne a baratas verificou-se um nível de infestação compreendido entre o nulo (0 baratas) e o fraco (0 < 50 baratas).
Os resultados apresentados correspondem à média de infestação do arruamento, pelo que, quando se verifica a presença de baratas numa ou duas caixas de visita de sanemanento ao longo dum arruamento, todo o arruamento é considerado com nível de infestação fraco, facto que contribui significativamente para um grau mais generalizado de infestação fraca.
Comparativamente com a última campanha, realizada em junho/julho de 2018, verificou-se a redução do nível de infestação. O nível de infestação fraco (0<50 baratas) verificou-se essencialmente na zona centro de Portimão, onde a pressão populacional é maior, promovendo assim uma maior afluência de matéria orgânica às condutas, facto este que contribui para o afluxo de espécies infestantes.
Relativamente aos ratos, detetou-se um nível geral de infestação nulo. Nas zonas com nível fraco de infestação de ratos foram na sua maioria avistados buracos na calçada. Estes são fruto dos túneis efetuados pelos ratos, localizados em zonas onde existem casas abandonadas nas proximidades, terrenos baldios, ou em zonas onde os animais infestantes são atraídos por restos de comida abandonados na via pública. Embora haja um esforço por parte da nossa fiscalização no sentido de sensibilizar os munícipes por forma a evitar este tipo de situações, a sua atitude é importante.
Não abandone resíduos e não alimente animais na via pública.
Para os animais abandonados poderá contribuir procurando um lar para os mesmos a fim de evitar este tipo de inconvenientes.
Consulte os resultados da campanha e o grau de infestação verificado no município:
1 - Recolha de resíduos urbanos na época festiva;
2 - Os 11 mitos sobre a reciclagem: 2. "Lavar ou não lavar, não há questão.";
3 - Tarifários 2019;
4 - Ações de educação ambiental no município de Portimão;
5 - Portimão recicla;
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Rui Marques tem 17 anos, nasceu em Portimão e reside em Porches (Lagoa) com os seus pais.
Quando tinha 2 anos e meio foi-lhe diagnosticado autismo severo, ou seja, o Rui nunca iria falar, ler e escrever.
Como era muito complicado para os pais assumirem as despesas com as terapias necessárias para garantir a sua autonomia, uma vez que nunca sentiram qualquer apoio do Estado, moveram montanhas e chegaram a ter que pedir para que nada faltasse ao Rui. E com todo o esforço, dedicação e muito amor conseguiram resultados que até surpreenderam a Dra. Guiomar Oliveira, do Centro Hospitalar de Coimbra, onde o Rui é seguido. E passou de autismo severo para autismo clássico.
Hoje em dia frequenta a Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes e contrariando todos os diagnósticos avançados, o Rui sabe falar, ler, escrever e até pintar.
"O Outro Lado" pretende mostrar ao público esta sua faceta existindo obras que se focam na natureza e nos animais, que é o que mais gosta de pintar - e o Rui até já foi distinguido com um prémio atribuído a um quadro de sua autoria.
Contactos:
Telemóvel: 916 658 398
e-mail: irene.crena@gmail.com
1 - Início do ano hidrológico;
2 - Limpeza de esplanadas: Quem é responsável?;
3 - Os 11 mitos sobre a reciclagem: 1. "Eu reciclo mas eles misturam tudo!";
4 - Exposição: O outro lado;
5 - Portimão recicla;
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