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História da Água
Indíce do artigo
História da Água
Breve historial
Origem da água
Estações e reserva
Estação de tratamento de água - CAPTAÇÃO
Estação de tratamento de água - TRATAMENTO
Estação de tratamento de água - ELEVAÇÃO E ANÁLISE
Estação elevatória da figueira
A grande reserva
Todas as páginas

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INTRODUÇÃO

O abastecimento de água ao concelho de Portimão é da responsabilidade da EMARP.

Freguesias do Concelho de PortimãoNo entanto, há duas épocas que deverão ficar bem definidas para que consiga compreender o modo de funcionamento da água no nosso concelho: antes de Fevereiro de 2000 e depois de Fevereiro de 2000.

Assim, teremos sempre presente, ao longo desta breve demonstração dos modos de captação, tratamento e distibuição da água em Portimão, enquadrados nestes dois períodos distintos que marcam a passagem da captação e do tratamento de águas para a empresa multimunicipal Águas do Barlavento S.A.

Pelos dados de 1999, 99,9% da população residente (c. 50.000 hab.) e a totalidade da população flutuante (c. 70.000 hab) estava abastecida com água.

Freguesias do Concelho de PortimãoO Concelho, com 182,4 Km2 de área, tem 3 freguesias, sendo a maioria dos consumidores - 70% - da freguesia de Portimão, seguindo-se Alvor com 25% e a Mexilhoeira Grande com 5%.

Em termos de infra-estruturas de água existem 23 reservatórios (7 dos quais elevados) com a capacidade total de 63 450 m3; 1 estação de tratamento de água; 2 estações elevatórias, 6 furos de captação operacionais; 100 Km de rede adutora; 200 Km de rede de distribuição.

Situando os S.M.P. numa panorâmica nacional, é uma das 13 entidades gestoras de água em que o número de consumidores se situa na faixa - 25.000 a 50.000. Existem 8 com o número de consumidores entre 50.000 e 100.000, 4 entre os 100.000 e 250.000 e uma com mais de 250.000. As restantes 278 entidades têm menos de 25.000 consumidores.




Breve historial
Antiga captação de água no Barranco das Águas, no sítio da Arrojela.O abastecimento público de água ao concelho remonta ao final do séc. XIX. Em 1889 constituiu-se a Empresa de Abastecimento de Água Sárrea Prado & Comandita, com a finalidade de empreender as obras necessárias para o fornecimento de água à vila de Portimão

(Reservatório apoiado da Boavista, construído em 1902.)

Foi no dia 8 de Maio de 1902 que, pela primeira vez começou a ser vendida ao Interior do reservatório apoiado da Boavista.público, através de bicas e chafarizes, água proveniente do Barranco das Águas, no sítio da Arrojela, Monchique.

A Câmara Municipal resgatou essa concessão de fornecimento de água em 1915, em em 1921 iniciou a execução de furos de captação de água em vale Figueira, junto à Ribeira do Farelo.

(Interior do reservatório apoiado da Boavista.)

Reservatório apoiado da Boavista, construído em 1902.Data de 1922 a construção da Central da Figueira, para forçar a água canalizada a chegar a Portimão, tendo em 1930 sido concluída a rede de canalizações ao domicílio.

Em 1951 foram criados os Serviços Municipalizados de Portimão, que logo na década de 60 se viram confrontados com as fortes pressões urbano-turísticas, que perduram até aos nossos dias.

Para que o fornecimento de água em quantidade e qualidade, não constituísse obstáculo ao desenvolvimento do Município, os Serviços Municipalizados de Portimão foram apetrechando rapidamente o concelho com as infra-estruturas necessárias às solicitações que lhes eram exigidas.




Origem da água
Furo de Captação JCS 25 em Mexilhoeira GrandeAté Fevereiro de 2000, a água que abastecia o concelho de Portimão entre os meses de Dezembro a Março, era exclusivamente de profundidade, sendo obtida a partir de 10 furos de captação, que produziam cerca de 12.000 m3 diários (1m3 = 1.000 litros), suficiente para a população residente, que era da ordem dos 50.000 habitantes.

No entanto, a abertura indiscriminada de furos particulares e a pouca pluviosidade registada no Algarve, vinham provocando oFuro de Captação JCS 25 em Mexilhoeira Grande avanço muito considerável da água do mar, (intrusão salina) contaminando o aquífero que alimenta os furos, o que tem levado à inutilização de algumas captações públicas.Barragem da Bravura em Odeáxere.

No período de Abril a Novembro, coincidente com a época estival e de turismo intensivo, em que a população do concelho passa de 50.000 para 120.000 habitantes, recorria-se também à água de superfície, proveniente da Barragem da Bravura, em Odiáxere, sem a qual não seria possível suportar o aumento de consumo, que se verifica nesses meses.

Esta água de superfície, de baixa dureza e fraca mineralização, misturada com a água de profundidade (mais mineralizada e de elevada dureza) permite obter uma água mais equilibrada e de melhor qualidade.

A água de profundidade tem caracteristicas muito diferentes da água de superfície, pelo que o tipo de tratamento a aplicar a uma e a outra também é diferente, por forma a garantir a sua potabilidade no momento da utilização pelos consumidores.

 




Estações e reserva - Fontainhas
A Estação de Tratamento de Águas das Fontaínhas, a Estação Elevatória da Figueira e a Grande Reserva de água de Chão-das-donas, compunham as principais infra-estruturas básicas para o processo de captação, reserva e abastecimento da água no concelho de Portimão até Fevereiro de 2000, data em que a Estação de Tratamento das Fontaínhas passou para a responsabilidade da empresa multimunicipal Águas do Barlavento, S.A.

No entanto, fica o apontamento do processo da captação, tratamento e distribuição de água ao concelho de Portimão antes de Fevereiro de 2000, que era totalmente da responsabilidade dos Serviços Municipalizados de Portimão.


Estação de Tratamento de Água das Fontaínhas. (ABA)
ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DAS FONTAÍNHAS

Estação Elevatória da Figueira. (ABA)
ESTAÇÃO ELEVATÓRIA DA FIGUEIRA

Grande Reserva de Chão das Donas. (SMP)
GRANDE RESERVA DE CHÃO DAS DONAS




Estação de tratamento de água - Captação
A Estação de Tratamento de Água (E.T.A.) das Fontainhas, foi construída no final dos anos 70, tendo entrado em funcionamento em 1981, com uma linha de tratamento. Devido ao aumento dos consumos de água, foi construída uma segunda linha de tratamento, que ficou operacional em Maio de 1990
Estação de Tratamento de Água das Fontaínhas. (ABA)

Estação de Tratamento de Água das Fontainhas.A E.T.A. está situada próximo da Mexilhoeira Grande, a cerca de 9 km de Portimão e a 15 km da Barragem da Bravura, e é, desde Fevereiro de 2000, propriedade da empresa multimunicipal Águas do Barlavento, S. A.

Toma de água no canal de rega, junto aos reservatórios de água bruta.É formada por duas partes distintas - a Estação de Tratamento de Água (E.T.A.) que recebe água da Barragem e a trata convenientemente e a Estação Elevatória de Água (E.E.A.) que faz a elevação da água tratada para a Grande Reserva.

Toma de água no canal de rega, junto aos reservatórios de água bruta.A água da Barragem, adquirida à Associação de Regantes e Beneficiários do Alvor, chega à E.T.A. das Fontainhas através de um canal a céu aberto.

A captação de água é efectuada no canal de rega, junto à estação, seguindo depois para dois reservatórios de água bruta com capacidade de 2000 m3 cada, à entrada dos quais é adicionado dióxido de cloro para o primeiro tratamento de desinfecção / oxidação.




Estação de tratamento de água - Tratamento
Filtros de areia na E.T.A. das Fontainhas.De seguida a água passa por gravidade, para uma câmara de mistura onde são injectados os reagentes: - policloreto de alumínio para a coagulação /Filtros de areia na E.T.A. das Fontainhas. floculação; polielectrólito aniónico como adjuvante da floculação; carvão activado para a remoção de cheiros e sabores, por adsorção;

cal hidratada para correcção do pH; permanganato de potássio para a remoção de ferro e manganês, sendo este último utilizado somente quando necessário, atendendo à qualidade da água bruta.

Tubagem de lavagem dos filtros de areia,Depois de feita a homogeneização da mistura, a água passa para o decantador onde se dá o crescimento de flocos, que arrastam na sua formação todas as impurezas que se encontram em suspensão na água e que, devido ao aumento de peso, irão sedimentar no fundo.

Tubagem de lavagem dos filtros de areia,A água recolhida à superfície do decantador passa de seguida pelos filtros de areia, que irão reter as substâncias que eventualmente ainda possam encontrar-se em suspensão na água.

Estes filtros periodicamente ficam colmatados (entupidos), sendo a sua limpeza feita invertendo o sentido de circulação da água e injectando ar comprimido. Desta forma, todas as substâncias retidas pelos grãos de areia são retiradas.
GRANDE RESERVA DE CHÃO DAS DONAS




Estação de tratamento de água - Elevação e análise
Grupos elevatórios da E.T.A. das Fontainhas.A água depois de filtrada dá entrada numa cisterna sob o edifício da Estação, a partir da qual é elevada.

Grupos elevatórios da E.T.A. das Fontainhas. À saída da estação, nas condutas elevatórias, é injectado cloro gasoso, para o tratamento de desinfecção final.

Da estação saem 2 condutas elevatórias de diâmetro 400 e 500 mm, que transportam a água para a Grande Reserva de Chão das Donas. A elevação é feita por diversos grupos elevatórios com potências de 100, 125 e 180 CV.

Todo o equipamento eléctrico e electromecânico é alimentado por um posto de transformação anexo, apoiado por um grupo electrogéneo de emergência de arranque automático, para garantia do funcionamento das instalações em caso de falta de energia eléctrica da rede pública.

Laboratório na E.T.A. das Fontainhas.A E.T.A. funciona 24 horas por dia no período de Abril a Novembro, sendo a sua laboração assegurada por operadores a funcionar em 3 turnos.

A capacidade máxima de tratamento de água é de 22 000 m3 diários, trabalhando normalmente com uma produção que varia entre os 8 000 m3 diários no início da época e os 20 000 m3 nos meses de maior consumo (Julho e Agosto).

Existe ainda um pequeno laboratório de apoio, na E.T.A, equipado com alguns aparelhos, nomeadamente um fotómetro, um turbidímetro, um medidor de pH, e um aparelho de "Jar Test", que permitem efectuar análises a alguns parâmetros fisico-químicos, de modo a que se possa controlar o tratamento a que a água é sujeita.




Estação elevatória da Figueira
Estação Elevatória da Figueira.A Estação Elevatória da Figueira recebe toda a água de profundidade, proveniente das captações situadas nas zonas da Barradinha, Vale Grande e Cabeço de Estevão.

Grupos elevatórios da Estação Elevatória da Figueira.Desta estação saem três condutas elevatórias de diâmetros 250, 350 e 400 mm, que transportam a água para a Grande Reserva (depósito regularizador, com a capacidade de 30 000 m3) no sitio do Chão das Donas.

À saída da Estação Elevatória da Figueira, nas condutas elevatórias, é efectuado o tratamento de água, por injecção de cloro.

Esta Estação está equipada com um gerador de corrente eléctrica que entrava em funcionamento automaticamente, quando ocorriam falhas no fornecimento de energia eléctrica.




A grande reserva
Grande Reserva em Chão das Donas.A Grande Reserva é constituída por dois grandes reservatórios com capacidade para 15 000 m3 cada.Grande Reserva em Chão das Donas.

Parte do sistema de recloragem na Grande Reserva.Toda a água, quer de origem subterrânea, quer de origem superficial, era elevada para a Grande Reserva, a partir da qual eram abastecidos por gravidade todos os outros Reservatórios que se situam à volta da cidade de Portimão.

Parte do sistema de recloragem na Grande Reserva.À saída da grande reserva está instalado um equipamento de recloragem, que efectua em contínuo a medição do cloro residual, fazendo automaticamente a injecção de cloro necessária para manter na água da Interior da 1ª célula da Grande Reserva.rede de distribuição os valores recomendados pela Organização Mundial de Saúde e que oscilam entre 0,2 - 0,4 mg/l.

Neste momento (Fevereiro de 2000), a Grande Reserva já se encontra a receber água proveniente do sistema Funcho - Odelouca, fornecida pela empresa multimunicipal Águas do Barlavento, S.A..

A EMARP, disponibiliza, a exemplo dos extintos Serviços Municipalizados de Portimão, desde Outubro de 1998, um livro com alguns aspectos sobre a água no concelho de Portimão.

Incluíu-se no mesmo uma pequena cronologia com os factos mais relevantes relacionados com a história da água, factos estes que agora se colocam à disposição de todos em versão digital.

Uma imagem acompanha a explicação do evento sucedido nas diversas épocas, que poderão elucida-lo melhor sobre os procedimentos de captação, tratamento e distribuição da água ao longo dos tempos.



Poço

3.000 a. C.

Comecemos a nossa viagem da história da água, pela época remota de 3.000 a.C

Nessa altura já se obtinha habitualmente água doce a partir de poços, utilizando-se um balde (embora a maior parte dos aldeamentos se situassem perto de rios).

 

 

Figura: Poço

 

 

Sarilho

2.500 a. C.

O sarilho e dispositivos semelhantes eram utilizados para aumentar a rapidez da retirada de água dos poços.

O sarilho, que continua a ser largamente utilizado no Médio Oriente, é constituído por um pau giratório que tem um balde numa ponta e um contrapeso na outra ponta.

 

 

Figura: Sarilho

 

 

Sifão

1.550 a. C.

Uma pintura mural egípcia mostra um sifão a ser utilizado.


Figura: Sifão


 

 

Bomba de água

1.485 a. C.

Um grego chamado Dános é conhecido como o pai de uma bomba de água muito eficiente.

 

 

 

 

 

 

 

 

Figura: Bomba de água

 

 

Material de laboratório usado em destilação (Sec. XX)

350 a. C.

Aristóteles descreve o modo como se pode obter água doce a partir de água salgada por destilação (ebulição e subsequente condensação). No entanto, passaram mais de 1400 anos até que os Mouros truxessem essa ideia para a Europa Ocidental.

 

 

 

 

 

Figura: Material de laboratório utilizado em destilação (Sec. XX)


 

 

Parafuso de Arquimedes

1.500

As primeiras cidades europeias começaram a construír sistemas de abastecimento de água. O primeiro a ser descrito, em 1550, foi o de Ausburgo na Baviera (Alemanha), no qual eram utilizadas noras que accionavam parafusos de Arquimedes, os quais elevavam a água até torres altas, donde era canalizada para as residências dos consumidores.


Figura: Parafuso de Arquimedes

 

 

Contador de água potável.

1.614

Castelli, um italiano, descreveu o modo como ele fora finalmente capaz de medir o fluxo de água ou de outro líquido.

 

 

 

 

Figura: Contador de água potável. (Sec. XX)

 

 

1.682

Em Marly, na França, deu-se por terminado um sistema hidráulico extraordinário. Era accionado por uma série de noras gigantes, desenvolvendo cada uma delas uma força superior a 100 cavalos vapor.

 

 

Figura: Nora típica algarvia. (Secs. XIX - XX)

 

 

Filtros de areia.

1.791

James Peacock demonstrou que a água podia ser filtrada deixando-a infiltrar-se num leito de areia.

 

 



Figura: Filtro de areia em Estação de Tratamento de Águas. (Sec. XX)

 

 

Perfuração de um 'furo' artesiano.
Perfuração de um 'furo' artesiano.

1.794

Foi escavado pela primeira vez em Inglaterra, em Notting Hill, Londres, um poço artesiano, por um homem chamado Benjamin Vulliamy.

 

 

 

 

 



Figura: Técnicas e maquinarias modernas utilizadas para executar 'furos' artesianos. (Sec. XX)

 

 

 

Bomba de água.

1.854

Dr. John Snow fez a primeira abordagem eficiente das doenças provocadas pela água.

Cerca de 500 pessoas que viviam nas proximidades de uma zona de 200 metros junto à Broad Street (hoje, Broadwick Street), no Soho, em Londres, morreram de cólera num período de dez dias.

O Dr. Snow localizou a infecção numa bomba de água manual, retirou a manivela e assim terminou a propagação da doença. Deste modo a atenção das pessoas centrou-se na pureza da água.


Figura: Bomba de água manual. (Secs. XIX - XX)

Desinfecção para colheita de amostras e posterior análise.

 

 

 

 

 

Figura: Desinfecção de uma torneira de água potável para colheita de amostras. (Sec. XX)

 

 

Depósitos de Cloro.

1.896

E assim chegamos ao último episódio da nossa breve história da água, onde a água foi pela primeira vez desinfectada com cloro em Polo, na costa italiana do Adriático, como medida de protecção contra as doenças.

 

 

 

 

 

 

Figura: Depósitos de Cloro em Estação de Tratamento de Águas. (Sec. XX)

 

 

 

 

 
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